Intenção de abandono do curso em estudantes de Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.21713/rbpg.v20i41.2476Palavras-chave:
intenção de abandonar o curso, saúde mental, estressores acadêmicos, estudantes de pós-graduação stricto sensuResumo
Apesar do crescente aumento da formação em nível stricto sensu, muitos estudantes não concluem o curso, o que impacta negativamente estudantes, universidade e sociedade. O objetivo do presente estudo foi analisar comparativamente a frequência e os preditores da intenção de abandono do curso entre estudantes de mestrado e doutorado de pós-graduação stricto sensu. A amostra constitui-se de 859 estudantes, 492 mestrandos e 367 doutorandos. A coleta de dados foi realizada online, por meio de plataforma eletrônica. Foram disponibilizados um questionário de dados sociodemográficos e acadêmicos, um item único de Intenção de abandonar o curso, um item único de Satisfação com o programa de pós-graduação, Escala DASS-21 (Depressão, Ansiedade, Estresse), Escala de Estressores para Estudantes de Pós-Graduação (Dificuldades com o/a orientador/a ou com o processo de orientação, Dificuldades de conciliação entre estudos, trabalho e vida pessoal, Exigências acadêmicas e pressões de desempenho na pós-graduação, Incertezas financeiras e sustentabilidade econômica na pós-graduação). Quanto à frequência da intenção de abandonar o curso, a maioria dos estudantes já pensou, pelo menos alguma vez, em abandonar o curso e que não há diferença significativa entre os grupos. Quanto aos preditores, semelhanças foram encontradas entre os grupos nas variáveis Depressão e na dimensão Orientação de estressores acadêmicos. Os grupos diferenciam-se quanto à satisfação com o programa de pós-graduação, semestre atual do curso, preditores para o mestrado e dimensão Conciliação dos estressores acadêmicos no grupo de doutorado. Os resultados indicam a necessidade de ações diferenciadas para ambos os grupos.
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