Apontamentos sobre gênero e docência na pós-graduação stricto sensu um estudo exploratório na UERN

##plugins.themes.bootstrap3.article.sidebar##

Resumo

A desigualdade de gênero é uma questão emergente e nas universidades, especialmente na docência, esse cenário não é diferente. Embora a presença de mulheres nas universidades tenha aumentado consideravelmente nos últimos anos, persiste uma conjuntura de disparidades no ensino superior. Este artigo tem como objetivo discutir a relação entre gênero e docência no âmbito da pós-graduação stricto sensu da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), tendo como foco 22 programas de pós-graduação. O estudo foi desenvolvido a partir da pesquisa documental, por meio da análise de relatório fornecido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPEG) do ano de 2020. Os resultados apontaram que a presença masculina é predominante na maioria das categorias analisadas. Considerando as áreas de avaliação da CAPES que integram os referidos programas, cinco delas são dominadas por homens, uma é constatada paridade de gênero e em outra, a representatividade de mulheres se apresenta levemente superior. Quanto à ocupação de cargos de gestão e vinculação de bolsa produtividade, o número de mulheres é relativamente menor em comparação ao número de homens. Com esse estudo, percebe-se a necessidade de avanços quanto à inserção e permanência de docentes mulheres na pós-graduação stricto sensu, embora os sinais de ruptura da assimetria na participação de mulheres em relação aos homens já sejam visíveis nos programas da UERN.

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Autores
Biografia
Maria Tatiana Peixoto, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Graduada em Administração pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Especialista em Auditoria e Controladoria Financeira - Faculdade Única de Ipatinga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (PLANDITES), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Técnica administrativa na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Avançado de Pau dos Ferros (CAPF/UERN).

Marília Maria de Jesus Queiroz, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Graduada em Psicologia pela Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar. Especialista em Saúde Coletiva pela Faculdade Dom Alberto. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (PLANDITES), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Professora do Curso de Psicologia da Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar.

Simone Cabral Marinho dos Santos, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Graduada em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Mestre em Sociologia Rural pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É Professora do Departamento de Educação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Campus de Pau dos Ferros). É docente do Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGE/UERN/CAMEAM) e do Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Dinâmicas Territoriais do Semiárido (PLANDITES/UERN).

Themis Cristina Mesquita Soares, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Possui Graduação em Educação Física (Licenciatura Plena) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina, Doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Pós-doutorado na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Professora do Curso de Educação Física, e do Programa de Pós Graduação em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (PLANDITES), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Referências

ARRUZA, C. Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo. Revista Outubro, v. 23, n. 01, 2015. Disponível em: https://bancadafeministapsol.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2015_1_04_Cinzia-Arruza.pdf. Acesso em: 20 abr. 2022.

BARROS, S. C. da V.; MOURÃO, L. Trajetória profissional de mulheres cientistas à luz dos estereótipos de gênero. Psicologia em Estudo, v. 25, [s.n.], 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-73722020000100220&script=sci_abstract&tlng=es. Acesso em: 13 dez. 2020.

BRASIL. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Bolsas individuais no País (RN-028/2015). 2015. Disponível em: https://www.gov.br/cnpq/pt-br. Acesso em: 26 ago. 2021.

BRASIL. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Bolsas de Produtividade em Pesquisa – PQ. 2021a. Disponível em: http://plsql1.cnpq.br/divulg/RESULTADO_PQ_102003.curso?f_inst_uf=RN#BUSCA. Acesso em: 26 ago. 2021.

BRASIL. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Bolsas de Produtividade em Pesquisa – PQ. Bolsas em curso. Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. 2021b. Disponível em: http://plsql1.cnpq.br/divulg/RESULTADO_PQ_102003.buscapelonome2a2?f_inst_uf=RN&f_inst=501100000002&v_sele_modal=BOL_CURSO. Acesso em: 26 ago. 2021.

BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Plataforma Sucupira. Cursos avaliados e reconhecidos. 2020a. Disponível em: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/programa/quantitativos/quantitativoBuscaAvancada.jsf. Acesso em: 13 dez. 2020.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2018.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (inep). Censo da Educação Superior divulgação dos resultados - 2019. Brasília: Inep, 2020b. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2020/Apresentacao_Censo_da_Educacao_Superior_2019.pdf. Acesso em: 19 abr. 2022.

BIROLI, F. Divisão sexual do trabalho e democracia. Dados, v. 59, [s.n.] p. 719-754, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/dados/a/kw4kSNvYvMYL6fGJ8KkLcQs/?lang=pt&format=html. Acesso em: 13 abr. 2022.

BIROLI, F. Gênero e desigualdades: limites da democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo Editorial, 2018.

CIRANI, C. B. S.; CAMPANARIO, M. de A.; SILVA, H. H. M. da. A evolução do ensino da pós-graduação senso estrito no Brasil: análise exploratória e proposições para pesquisa. Avaliação (Campinas), São Paulo, v. 20, n. 1. p. 163-187, mar., 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/aval/a/8CnjZmYsCs7xkrWKn7vj9Nd/abstract/?lang=pt. Acesso em: 20 dez. 2021.

DAVIS, A. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.

DELFINO, L. Dias. Pós-graduação stricto sensu no Semiárido Potiguar e busca pela superação da assimetria regional: um estudo na UERN/Campus Pau dos Ferros (RN). 2020. 142 f., il. Dissertação (Mestrado em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido) –Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Pau dos Ferros (RN), 2020.

DOMINGOS, T.; SANTOS, S. C. M. Notas introdutórias sobre ciência e decolonialidade nos países Sul-Sul. Revista da Rede-TER, v. 1, n. 1, p. 1-17, 2022. Disponível em: http://periodicos.apps.uern.br/index.php/RTER/article/view/3952/3136. Acesso em: 01 fev. 2023.

FARBER, S. G.; VERDINELLI, M.l A.; RAMEZANALI, M. A universidade está contribuindo para a igualdade de gênero? Um olhar sobre a percepção dos docentes de pós-graduação. Revista Gestão Universitária na América Latina-GUAL, v. 5, n. 4, p. 116-140, 2012. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/gual/article/view/1983-4535.2012v5n4p116. Acesso em: 25 out. 2021.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UECE, 2002. Disponível em: http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2012-1/1SF/Sandra/apostilaMetodologia.pdf. Acesso em: 15 dez. 2020.

FUSCO, W.; OJIMA, R. Nordeste do Brasil: interiorização do ensino superior e mobilidade pendular. In: ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 20., 2017, Foz do Iguaçu. Anais [...]. Foz do Iguaçu: Abep, 2017. p. 1-8, Disponível em: http://www.abep.org.br/publicacoes/index.php/anais/article/view/2576. Acesso em 19 dez. 2020.

GONZALEZ, L. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

HOOKS, B. Teoria feminista: da margem ao centro. São Paulo: Perspectiva,
2019.

GUEDES, M. de C.; AZEVEDO, N.; FERREIRA, L. O. A produtividade científica tem sexo? Um estudo sobre bolsistas de produtividade do CNPq. Cadernos Pagu, p. 367-399, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cpa/a/3PPQWwQPCxGBSm3zXQfnMvD/abstract/?lang=pt. Acesso em: 20 dez. 2021.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia cientifica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

NASCIMENTO, L. Transfeminismo. São Paulo: Editora Jandaíra, 2021.

NEGRI, F. de. Mulheres na Ciência do Brasil: ainda invisíveis?. Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade, 2020. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/177-mulheres-na-ciencia-no-brasil-ainda-invisiveis. Acesso em: 27 ago. 2021.

OLIVEIRA, A. et al. Gênero e desigualdade na academia brasileira: uma análise a partir dos bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq. Configurações-Revista Ciências Sociais, n. 27, p. 75-93, 2021. Disponível em: https://journals.openedition.org/configuracoes/11979. Acesso em: 15 abr. 2022.

PINTO, É. J. S.; CARVALHO, M. E. P. de; RABAY, G. As Relações de Gênero nas escolhas de Cursos Superiores. Revista Tempos e Espaços em Educação, v. 10, n. 22, p. 47-58, maio, 2017. Disponível em: https://seer.ufs.br/index.php/revtee/article/view/6173. Acesso em: 12 ago. 2021.

QUEIROZ, F. M. de; COELHO, M. I. S.; SILVA, S. F. da. A inserção social da Pós-graduação em Serviço Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Serviço Social & Sociedade, n. 139, p. 464-475, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sssoc/a/XT6pnqpj5gNtNCPrcC4VhQR/abstract/?lang=pt. Acesso em: 02 out. 2021.

SAFFIOTI, H. Gênero, violência e patriarcado. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004.

SILVA, E. A. I. Ciência no feminino: um estudo sobre a presença da mulher docente na pós-graduação da UFPE. 2015. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2015.

SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & realidade, v. 20, n. 2, 1995. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/1210/scott_gender2.pdf. Acesso em: 13 nov. 2021.

SPIVAK, G. C. Pode o subalterno falar?. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2010.

TUESTA, E. F. et al. Análise da participação das mulheres na ciência: um estudo de caso da área de Ciências Exatas e da Terra no Brasil. Em Questão, v. 25, n. 1, p. 37-62, 2019. Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/4656/465657930003/movil/. Acesso em: 30 ago. 2021.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (UERN). Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPEG). Programas de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado. 2020. Disponível em: http://propeg.uern.br/default.asp?item=propeg-posgraduacao-mestrado-doutorado. Acesso em: 02 dez. 2020.

VARGAS, H. M. Interiorização da educação superior pública no Brasil: pontos de atenção, ajustes e autonomia universitária. Revista de Estudios Brasileños, [S. l.], v. 3, n. 5, 2016. Disponível em: https://gredos.usal.es/handle/10366/131849. Acesso em: 13 set. 2021.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##


Como Citar

PEIXOTO, M. T.; QUEIROZ, M. M. de J.; SANTOS, S. C. M. dos; SOARES, T. C. M. Apontamentos sobre gênero e docência na pós-graduação stricto sensu: um estudo exploratório na UERN. Revista Brasileira de Pós-Graduação, [S. l.], v. 18, n. especial, p. 1–26, 2022. DOI: 10.21713/rbpg.v18iespecial.1916. Disponível em: https://rbpg.capes.gov.br/rbpg/article/view/1916. Acesso em: 22 maio. 2024.

Seção

Dossiê Temático

Publicado:

set. 28, 2022
Palavras-chave:

Post graduation, Teaching, Gender Posgraduación, Enseñando, Género Pós-Graduação, Docência, Gênero

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.